Herdando a guerra na forma de vida aflição, morte, perda

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Clara Han
Matheus Menezes
Luís Augusto Meinberg Garcia

Resumo

Os estudos antropológicos sobre a senilidade e a realidade clínica da demência têm questionado como a perda de memória coloca em questão a noção de pessoa baseada no reconhecimento. Na tentativa de recuperar a pessoa, os relatos etnográficos têm se centrado no cuidador como a personagem com cujas coordenadas da realidade podemos nos relacionar, pois estão situadas no tempo cronológico e podem ser moldadas dentro do gênero narrativo. Este ensaio se afasta tanto do cuidador como personagem quanto do sujeito do adoecimento como a pessoa com demência e, em vez disso, busca apresentar cenas marcadas pela aflição. Ao apresentar essas cenas em vez de narrativas bem ordenadas, elas podem nos mostrar que não podemos delimitar ou definir antecipadamente sobre o que a história “trata”: a aflição pode ser ao mesmo tempo a história da demência, a história da guerra e a história do parentesco.

Detalhes do artigo

Seção

Crítica da Contemporaneidade

Biografia do Autor

Clara Han, Johns Hopkins University

Professora de Antropologia na Johns Hopkins University.

Matheus Menezes, Universidade de São Paulo

Doutorando pelo PPG-LETRA (FFLCH-USP). Pesquisador na Cátedra Edward Saïd de Estudos da Contemporaneidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Luís Augusto Meinberg Garcia, Universidade Federal de São Paulo

Doutorando em Ciências Sociais pelo PPGCS/Unifesp. Pesquisador na Cátedra Edward Saïd de Estudos da Contemporaneidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). 

Como Citar

Herdando a guerra na forma de vida: aflição, morte, perda. EXILIUM Revista de Estudos da Contemporaneidade, [S. l.], v. 6, n. 11, p. 79–92, 2025. DOI: 10.34024/1bp6kg93. Disponível em: https://periodicos.unifesp.br/exilium/article/view/20279. Acesso em: 24 set. 2026.

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