Os macacos pregos em Vassouras/Lençóis Maranhenses: turistas irresponsáveis trocam fotografias por biscoitos de chocolate

Autores

  • Marcelo Aragão Saldanha Instituto Federal do Maranhão Campus Barreirinhas
  • Maria Lúcia Bastos Alves Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • Almir Félix Batista de Oliveira Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • Marcelo da Silva Taveira Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • Sílvia Helena Ribeiro Cruz Universidade Federal do Pará

DOI:

https://doi.org/10.34024/tmk60433

Palavras-chave:

Vassouras em Barreirinhas; Exploração; Macacos pregos; Alimentos; Agentes de viagem receptivos

Resumo

O trabalho objetiva discutir a crescente exploração dos macacos pregos, alimentados artificialmente por ávidos e “irresponsáveis” turistas em troca de fotografias, selfies e vídeos, no vilarejo ribeirinho de Vassouras, em Barreirinhas nos Lençóis Maranhenses, enfatizando as percepções/reflexões dos agentes/operadores de viagem receptivos, entendidos, circunstancialmente, como unidades amostrais do estudo, sendo este, portanto, o seu tema. Em sequência ao aporte teórico preliminar e no que concerne a busca das respostas para tal (emblemática) situação, se estabelece a metodologia da Pesquisa de Campo, utilizando-se do instrumental do tipo Entrevista Semiestruturada, estando esta provida de indagações que se alternam entre aberta/subjetiva e fechada/objetiva. Os resultados obtidos apontam para as evidências de um roteiro que se figura pouco coerente, dada a ausência de correlação da sua proposta com a atividade de Turismo Ecológico, Sustentável e Verde, tão propagada no destino. Em concluso, realça-se um lamentável caso de desequilíbrio do ambiente, o que reforça o modal “Turismo de Massa” ali estabelecido, gerador de impactantes adversidades.

Referências

ALVES, L.C.P.S.; SARTORI, M.A.; ANDRIOLO, A.; AZEVEDO, A. F. Alimentação artificial de botos da Amazônia (Inia geoffrensis de Blainville 1817) como atração turística e sua dispersão pela Amazônia Brasileira. Revista Brasileira de Zoociências, v. 13, n. 1,2,3, p. 253-262, 2010.

COOPER, C. Turismo, princípios e prática. Porto Alegre: Bookman, 2001.

FERREIRA, L.F; COUTINHO, M do C.B. Ecoturismo: a importância da capacitação profissional do condutor ambiental local. In: Gestão ambiental e sustentabilidade no Turismo. Barueri: 2010. Manole.

FITZGERALD, S. International wildlife trade: whose business is it? Baltimore: World Wildlife Fund, 1989.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Mapa de localização do município de Barreirinhas-MA. 1 mapa. Preto e branco. Brasília, 2025.

KRIPPENDORF, J. Les devoreurs de paysages: le tourisme doit-il de truire les sites out le font vivre? Lausanne: Editions 24 heures, 1997.

KRIPPENDORF, J. Sociologia do Turismo: para uma nova compreensão do lazer e das viagens. São Paulo: Aleph, 2003.

LIMA, J.M.B. As belezas e os mistérios do rio Preguiças: Lençóis Maranhenses, explosão de vida. Barreirinhas: 2006. Segunda edição.

MORAES, S.T. & MARQUES, M.B.O. Espetáculo e hibridação. As perspectivas sobre o Turismo em Barra Grande/PI. Revista 5% Arquitetura + Arte, v.1, n. 21, p. 1-2, 2021.

MOREIRA, I. V. D. Vocabulário básico de meio ambiente. Rio de Janeiro: Feema: Petrobrás,1992.

NJOROGE, J. M. An enhanced framework for regional tourism sustainable adaptation to climate change. Tourism Management Perspectives, v.12, p. 23-30, 2014.

ORAMS, M. B. Feeding wildlife as a tourism attraction: issues and impactos. Tourism Management, v.23, n.3, p. 281-293, 2002.

PELICIONI, M.C.F.; TOLEDO, R.F. Educação para o Turismo: turistas e comunidade. In: Gestão ambiental e sustentabilidade no Turismo. Barueri: 2010. Manole.

SALDANHA, M.A.; SILVA, A.M.B.F. da; TAVEIRA, M. da S.; ALEXANDRE, M.L.; ALVES, M.L.B. Implicações ambientais do Turismo em Barreirinhas (MA) a partir da observação dos agentes de viagem receptivos. Revista Brasileira de Ecoturismo, v. 17, n. 2, p. 132-153, 2024.

TSUJI, T. Região dos Lençóis Maranhenses: cenários futuros de ecoturismo e desenvolvimento Sustentável. Juruá, 2004.

WAGNER, G.P & SILVA, L.A. A pesca e o pescador: por uma haliêutica historicizada. Oficina do historiador, v.13, n.1, p. 1-6, 2020.

Downloads

Publicado

03.02.2026

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

ARAGÃO SALDANHA, Marcelo; BASTOS ALVES, Maria Lúcia; BATISTA DE OLIVEIRA, Almir Félix; DA SILVA TAVEIRA, Marcelo; RIBEIRO CRUZ, Sílvia Helena. Os macacos pregos em Vassouras/Lençóis Maranhenses: turistas irresponsáveis trocam fotografias por biscoitos de chocolate. Revista Brasileira de Ecoturismo (RBEcotur), [S. l.], v. 19, n. 1, 2026. DOI: 10.34024/tmk60433. Disponível em: https://periodicos.unifesp.br/ecoturismo/article/view/20949. Acesso em: 20 set. 2026.
Recebido 12.08.2025
Aceito 06.11.2025
Publicado 03.02.2026