Ecoturismo e apropriação da natureza na Amazônia: desafios da sustentabilidade na Floresta Nacional de Carajás (PA)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34024/j75g3d50

Palavras-chave:

Turismo Sustentável; Unidades de Conservação; Conflitos Socioambientais; Mineração; Marketing Verde.

Resumo

A Floresta Nacional de Carajás (Flona Carajás), situada na Amazônia, representa um espaço de tensões entre práticas de ecoturismo e exploração mineral. Promovido como alternativa sustentável, o ecoturismo enfrenta barreiras estruturais e ideológicas que limitam seu potencial de transformação socioambiental, especialmente devido ao controle territorial exercido pela mineração. Este artigo tem como objetivo refletir sobre as contradições entre o discurso de turismo sustentável e as práticas minerárias na Flona Carajás, destacando o papel das estratégias adotadas pelo ICMBIO e pelos atores sociais locais na gestão do território. A partir de uma abordagem qualitativa e crítica, fundamentada na teoria da colonialidade, a pesquisa realizou observação participante nas reuniões do Programa de Uso Público da Flona Carajás e analisou documentos oficiais e materiais promocionais sobre o ecoturismo na região. Os resultados indicam que, embora promovido como contraponto à mineração, o ecoturismo na Flona Carajás reproduz uma lógica capitalista que mercantiliza os recursos naturais, reforçando a apropriação da natureza como mercadoria. Conclui-se que é necessário romper com essa perspectiva mercantilista e promover um modelo de turismo comunitário e participativo, que valorize a gestão compartilhada e respeite tanto a biodiversidade quanto as comunidades locais.

Biografia do Autor

  • Rafael Guimarães, Universidade Federal do Para

    Mestre em Dinâmicas Territoriais e Sociedade na Amazônia (PDTSA) pela Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará UNIFESSPA (2023). Especialista em Administração Patrimonial em Organizações Públicas pela Faculdade UniBF-PR (2019). Graduado em Turismo pela Universidade Federal do Pará UFPA (2016). Técnico em Guia de Turismo Regional/Nacional/América Latina pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará IFPA (2024). Atualmente, é Professor Substituto da Universidade Federal do Pará UFPA, vinculado ao Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA), na Faculdade de Turismo, atuando no eixo de Turismo e Hospitalidade. Além disso, também atua na Educação Profissional e Tecnológica, ministrando cursos e formações nas áreas de Turismo Receptivo, Elaboração de Roteiros, Condutor de Ecoturismo e Ecoturismo. Possui experiência nas áreas de Hotelaria, Ecoturismo, Sustentabilidade, Unidades de Conservação, Dinâmicas Socioambientais e Educação Ambiental. Desenvolve pesquisas sobre Turismo, Áreas Protegidas, Educação Ambiental, Sustentabilidade, Dinâmicas Territoriais e Desenvolvimento Regional em comunidades tradicionais da Amazônia, com foco em ribeirinhos e quilombolas. É fundador do Instituto EcoAr, uma iniciativa voltada à promoção do Turismo Sustentável por meio de cursos, formações, palestras, mentorias e experiências que permitem vivenciar a sustentabilidade na prática.

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Publicado

03.02.2026

Como Citar

GUIMARÃES, Rafael. Ecoturismo e apropriação da natureza na Amazônia: desafios da sustentabilidade na Floresta Nacional de Carajás (PA). Revista Brasileira de Ecoturismo (RBEcotur), [S. l.], v. 19, n. 1, 2026. DOI: 10.34024/j75g3d50. Disponível em: https://periodicos.unifesp.br/ecoturismo/article/view/20556. Acesso em: 17 out. 2026.
Recebido 19.05.2025
Aceito 06.11.2025
Publicado 03.02.2026