Da batalha ao turismo: potencial ecoturístico da comunidade quilombola Santa Maria de Guaxenduba (MA)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34024/qr1rdk97

Palavras-chave:

Geração de renda, Sustentabilidade, Unidade de Conservação, Visitação

Resumo

O ecoturismo e o turismo de base comunitária apresentam-se como uma alternativa ao turismo de massa e têm sido discutidos como alternativa para o desenvolvimento de comunidades tradicionais, especialmente em áreas protegidas, como as unidades de conservação. Este estudo analisou o potencial ecoturístico da comunidade quilombola Santa Maria de Guaxenduba (MA), articulando-o ao turismo de base comunitária e ao seu patrimônio histórico, cultural e natural. Os métodos de pesquisa incluíram entrevistas com lideranças comunitárias e empreendedores locais, visitas in loco a atrativos naturais, histórico-culturais e empreendimentos relacionados aos serviços de hospedagem, alimentação e artesanato. A pesquisa identificou iniciativas locais de hospedagem e alimentação, indicando viabilidade econômica para um desenvolvimento territorial sustentável. Contudo, limitações de infraestrutura e acesso ainda representam desafios significativos. Conclui-se que o turismo de base comunitária se configura como uma estratégia eficiente para promover o desenvolvimento territorial, ao integrar geração de renda com preservação cultural e conservação ambiental.

Biografia do Autor

  • Marcelo Derzi Vidal, Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Sociobiodiversidade Associada a Povos e Comunidades Tradicionais, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

    Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Amazonas. Mestre em Ecologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia. Doutor em Biodiversidade e Conservação pela Rede BioNorte, com estágio doutoral na Universidade da Flórida, Estados Unidos. Trabalhou na Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Amazonas (Projeto Corredores Ecológicos), no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Projeto Manejo dos Recursos Naturais da Várzea - ProVárzea e Projeto Manejo Integrado da Biodiversidade Aquática na Amazônia - AquaBio). Em 2009 tornou-se Analista Ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), lotado no Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica (CEPAM). Em 2012 passou a integrar a equipe do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Sociobiodiversidade Associada a Povos e Comunidades Tradicionais (CNPT). Integrante dos Grupos de Pesquisa ?Ecologia Humana na Amazônia (INPA)? e ?Ecologia Humana e Conservação de Recursos Naturais e Culturais (UFF)?. Membro da Comissão Mundial de Áreas Protegidas da União Internacional para Conservação da Natureza (WCPA-IUCN) e do Grupo de Especialistas em Uso Público e Áreas Protegidas (TAPAS-IUCN). Coordena e participa de projetos de manejo dos recursos naturais, sobretudo relacionados ao uso, conflitos e conservação da fauna silvestre. 

  • Maria Amanda de Vasconcelos, Universidade Federal do Maranhão

    Graduanda em Turismo pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e técnica em Finanças pela E.E.E.P. Júlio França. Pesquisadora no Núcleo Multidisciplinar de Bioeconomia, Ambiente, Inovação e Inteligência, Educação e Saúde (BAITES/UFMA). Atuou como estagiária na casa de cultura Forte Santo Antônio da Barra, vinculado a Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão, e no Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Sociobiodiversidade Associada a Povos e Comunidades Tradicionais, vinculado ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Coordena e participa de projetos voltados ao turismo sustentável, turismo de base comunitária, conservação ambiental, bioeconomia e desenvolvimento territorial, com foco na relação entre turismo e a sociobiodiversidade. Produziu cartilha sobre Turismo de Base Comunitária publicada pela EDUFMA. Ministrou capacitação em Turismo Rural de Base Comunitária pelo Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão.

  • Mônica de Nazaré Ferreira de Araújo, Universidade Federal do Maranhão

    Professora, extensionista e pesquisadora do Curso de Turismo da Universidade Federal do Maranhão (UFMA); Coordenadora do Núcleo de Pesquisa e Documentação em Turismo da UFMA; Pós-doutorado em Desenvolvimento socioambiental com pesquisa na Pan-Amazônia (Brasil, Bolívia e Peru) pelo NAEA/UFPA, com bolsa do Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD/CAPES); Doutora em Ciências: Desenvolvimento socioambiental (2015) pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido no Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará (2011), com bolsa FAPEMA; realizou doutorado sanduíche no Centro Agronómico Tropical de Investigación y Enseñanza (CATIE), na cidade de Turrialba, Costa Rica, no período de Outubro/2013 a Março/2014, com bolsa da CAPES. Mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (2001), com bolsa FAPESP; Especialista em Agricultura Familiar (FAGRAN)Especialista em Planificação Estratégica do Turismo pela USP (1991); Graduação em Bacharelado em Turismo pela Universidade Federal do Pará (1991) Graduação em Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade da Amazônia (UNAMA)Belém/Pará (1987); Desde 1992 é professora adjunta do Departamento de Turismo e Hotelaria da Universidade Federal do Maranhão. Tem experiência na área de Turismo tanto no área acadêmica quanto governamental; Exerceu o cargo de Secretária Adjunta do Turismo do estado do Maranhão (2007a 2009); Atuou na área de Relações Internacionais com ênfase na Cooperação Técnica Internacional (2008/2009). Avaliadora de Cursos na área de Turismo MEC/SESU E INEP.

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Publicado

08.09.2026

Edição

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Artigos

Como Citar

VIDAL, Marcelo Derzi; VASCONCELOS, Maria Amanda de; ARAÚJO, Mônica de Nazaré Ferreira de. Da batalha ao turismo: potencial ecoturístico da comunidade quilombola Santa Maria de Guaxenduba (MA). Revista Brasileira de Ecoturismo (RBEcotur), [S. l.], v. 19, n. 3, p. 364–382, 2026. DOI: 10.34024/qr1rdk97. Disponível em: https://periodicos.unifesp.br/ecoturismo/article/view/21760. Acesso em: 15 set. 2026.
Recebido 15.01.2026
Aceito 23.04.2026
Publicado 08.09.2026