O transe em trânsito

Ernesto De Martino e as ritualidades marginais no Brasil Colônia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34024/csr.2026.62.2.21867

Palavras-chave:

Calundu, Corpo-aberto, Crise da presença

Resumo

O artigo examina a hipótese da convergência histórica, no Brasil Colonial, de sistemas rituais centrados na prática do transe como método de adivinhação e cura, com origens portuguesa e centro-africana. Explora, ainda, as possibilidades teóricas da obra de Ernesto de Martino (1908-1965) para a formulação de hipóteses de trabalho, seja a partir da noção de “religião como técnica”, seja a partir do par analítico crise da presença/reintegração religiosa. O estudo propõe, finalmente, como linha de investigação, que o itinerário teórico e empírico apresentado torne-se uma chave interpretativa para o trânsito entre rituais mágico-religiosos na época colonial e em seus desdobramentos e reinvenções contemporâneas.

Biografia do Autor

  • Philippe Sartin, Secretaria Municipal de Educação - SME-Goiânia e Secretaria Estadual de Educação - Seduc-GO

    Doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP). Desenvolve pesquisas sobre a possessão demoníaca e os exorcismos na Época Moderna, a escola italiana de "História das Religiões" e as modalidades culturais de interação com espíritos (a possessão, o transe e o xamanismo).

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Publicado

2026-08-31

Edição

Seção

Seção Especial Ernesto De Martino - Presença e Crise

Como Citar

O transe em trânsito: Ernesto De Martino e as ritualidades marginais no Brasil Colônia. (2026). Ciências Sociais Em Revista, 62(2). https://doi.org/10.34024/csr.2026.62.2.21867