O conceito de revolução no discurso ultramontano no Brasil oitocentista

um estudo de semântica histórica

Autores

  • Dra. Ana Rosa Cloclet da Silva Pontifícia Universidade Católica de Campinas
  • Me. Leonardo Henrique de Souza Silva Pontifícia Universidade Católica de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.1590/236-463340ea20812

Palavras-chave:

Revolução, Ultramontanismo, Imprensa católica , História dos conceitos

Resumo

O presente artigo analisa as mutações semânticas operadas no conceito de “revolução”, à luz de seus usos discursivos pela imprensa ultramontana editada no Brasil da segunda metade do século XIX. Tomado em uma perspectiva de longa duração, que reporta ao movimento dos astros na formulação copernicana, esse conceito adentra o contexto das rupturas que marcam o advento da modernidade, denotando a descontinuidade ontológica na experiência do tempo, cujo marco decisivo fora a Revolução Francesa (1789). Desde então, segundo Koselleck (2014), a percepção subjetiva de um tempo acelerado e imanente à história afetaria profundamente o modo como os homens passaram a se relacionar com o passado e a projetar expectativas de futuro. Essa dinâmica envolveu a Igreja e seus representantes, fazendo surgir o movimento de adiamento e reação às transformações em curso. Nesse embate, o conceito de “revolução” passou a integrar o conjunto dos “erros da modernidade” condenados pela Santa Sé e combatidos pelos católicos ultramontanos, que elegeram a imprensa periódica como uma das principais armas na cruzada contra os inimigos da Igreja. Pautado no ferramental metodológico da História dos Conceitos, o presente artigo analisa os significados atribuídos ao conceito de “revolução” em seus usos discursivos pelos jornais ultramontanos publicados no Brasil. Denotativo da ruptura semântica instaurada pela modernidade, esse conceito comportou significados polissêmicos, que acompanharam e, ao mesmo tempo, buscaram atribuir sentido à experiência brasileira da secularização.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Dra. Ana Rosa Cloclet da Silva, Pontifícia Universidade Católica de Campinas

    Doutora de História pela Universidade Estadual de Campinas (2000) e pós-doutora na mesma área pela USP (2007), com projeto integrado ao grupo temático "A fundação do Estado e da Nação brasileiros (c.1780 - c.1850)". Docente da Faculdade de História (2008) e do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião (2012) da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, com projetos integrados à Linha de Pesquisa: Religião: instituições e discursos. É líder do Grupo de Pesquisa cadastrado no CNPq "História das Religiões e Religiosidades". Integra a Red Iberoamericana de Historia Conceptual (Iberconceptos), a partir do Grupo "Religión y Política". Neste âmbito, desenvolve pesquisas que buscam reconstituir as redes semânticas que articulam o mundo católico do século XIX, mobilizando o instrumental da História dos Conceitos e da História Transnacional. É presidenta do Conselho Científico da ANPTECRE (Associação Nacional de Pós-Graduação em Teologia e Ciências da Religião), gestão 2024-2026.

  • Me. Leonardo Henrique de Souza Silva, Pontifícia Universidade Católica de Campinas

    Licenciado em História pela PUC-Campinas. Mestre em "Ciências da Religião" pela mesma Universidade, com projeto integrado à Linha de Pesquisa "Religião: instituições e discursos". Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil Império, atuando principalmente nos seguintes temas: história da Igreja Católica; discurso religioso; anticlericalismos e a "Questão Religiosa" nos espaços ibero-americanos; catolicismo ultramontano; imprensa católica oitocentista; História dos Conceitos; Maçonarias no Brasil. Membro do Grupo de Pesquisa "História das Religiões e Religiosidades no Brasil". Membro associado da Sociedade Brasileira de Estudos do Oitocentos (SEO). Desenvolveu dois projetos de Iniciação Científica durante a Graduação. Na legislatura 2023/2024, ocupou o posto de Presidente do Conselho Discente do Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião da PUC-Campinas, programa no qual também integrou o Corpo Editorial dos respectivos Anais, entre 2022 e 2023

Referências

A BOA NOVA. Tudo o que for verdadeiro, honesto, justo, sancto, amavel (1872-1883). Disponível em:

http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=800341&pesq=&pagfis=1. Acesso em: 17 maio 2024.

A CRUZ. Jornal religioso, litterario, historico e philosophico (1861-1864). Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=717185&pesq=&pagfis=1. Acesso em: 5 jul. 2024.

A ESTRELLA DO NORTE. Periodico Religioso (1863-1869). Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=223859&pesq=. Acesso em: 28 jun. 2024.

A ESTRELLA DO SUL. Periodico consagrado aos interesses da religião (1862-1869). Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=810894&pesq=&pagfis=1. Acesso em: 23 jun. 2024.

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. 5. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

A ORDEM. (1922-). Disponível em: https://centrodomvital.com.br/publicacoes/a-ordem/. Acesso em: 10 jun. 2025.

BARROS, José D’Assunção. Revolução: variações em torno de um acorde conceitual. Tempos Históricos, [s. l.], v. 1, p. 323-355, 2017.

BIANCHI, Bernardo. Revolução: da anakyklosis à utopia liberal de Sieyès. Lua Nova, [s. l.], v. 97, p. 107- 137, 2016.

BÍBLIA de Jerusalém. Campinas: Paulus Editora, 2016.

BLUTEAU, Rafael. Vocabulario portuguez, e latino, aulico, anatomico, architectonico, bellico, botanico ... : autorizado com exemplos dos melhores escritores portuguezes , e latinos; e offerecido a El Rey de Portugal D. João V. Coimbra, Collegio das Artes da Companhia de Jesu: Lisboa, Officina de Pascoal da Sylva, 1712-1728. 8 v; 2 Suplementos. Disponível em: https://www.bbm.usp.br/pt-br/dicionarios/vocabulario-portuguez-latino-aulico-anatomico-architectonico/. Acesso em: 30 abr. 2025.

BRASIL. Presidência da República. Decreto nº 119-A, de 7 de janeiro de 1890. Prohibe a intervenção da autoridade federal e dos Estados federados em materia religiosa, consagra a plena liberdade de cultos, extingue o padroado e estabelece outras providencias. Diário Oficial da União, Rio de Janeiro, 1890. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1851-1899/d119-a.htm. Acesso em: 13 out. 2022.

BRITO, Ricardo de. O conceito de revolução numa guerra de ideias em Portugal: algumas notas sobre linguagem e política (1820-1834). In: PROTÁSIO, Daniel Estudante (org.). Historiografia, cultura e política na época do Visconde de Santarém (1791-1856). Lisboa: Centro de História da Universidade de Lisboa, 2019. p. 69-95.

CASTRO, Felipe Araújo; CABRAL, Gustavo César Machado. Nem Caneca, nem Bonifácio: a Independência do Império Brasileiro como uma Revolução Conservadora, 1820-1824. Historia Constitucional, n. 23, p. 363-402, 2022. Disponível em: http://www.historiaconstitucional.com. Acesso em: 16 jan. 2026.

CÁRDENAS AYALA, Elisa. Roma: el descubrimiento de América. Ciudad de México: El Colegio de México, 2018.

CÁRDENAS AYALA, Elisa; ORTEGA, Francisco (coord.). El lenguaje de la secularización en América Latina. Contribuciones para un léxico. Santander: Editorial de la Universidad de Cantabria, 2023.

CATOLICISMO e o processo de restauração (1814-1846). Theologica Latinoamericana: Enciclopéia Digital, 2025. Disponível em: https://teologicalatinoamericana.com/?p=1357. Acesso em: 27 set. 2025.

COELHO, Claudio Marcio; ROMERA, Edison. Reação católica e ‘questão religiosa’ no Brasil Republicano. Estudos de Religião, [s. l.], v. 30, n. 3, p. 111-128, 2016.

CORDI, Cassiano. O Tradicionalismo católico na República Velha. 1984. 189 f. Tese (Doutorado em Filosofia). Departamento de Filosofia da Universidade Gama Filho, Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro, 1984.

FERES JR., João. Introdução a uma crítica da modernidade como conceito sociológico. Mediações, [s. l.], v. 15, n.2, p. 28-41, Jul/Dez. 2010.

GOMES, Jônatas Roque Mendes. O conceito de revolução no pensamento luso-brasileiro no começo do século XIX. Passagens. Revista Internacional de História Política e Cultura Jurídica, [s. l.], v. 15, n. 1, p. 48-68, 2023.

GOMES FILHO, Robson Rodrigues. Entre a benção e a maldição: (re)ações do catolicismo à modernização e modernidade europeia no século XIX. Topoi: Revista de História, [s. l.], v. 20, p. 796-817, 2019.

HARTOG, François. Regimes de historicidade: presentismo e experiências do tempo. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013.

HAUPT, Heinz-Gerherd. Religião e nação na Europa no século XIX: algumas notas comparativas. Estudos Avançados, São Paulo, v. 22, n. 62, p. 77-94. 2008.

JASMIN, Marcelo Gantus; FERES JÚNIOR, João (org.). História dos conceitos: debates e perspectivas. Rio de Janeiro: Editora PUC-Rio; Loyola; IUPERJ, 2006.

KOSELLECK, Reinhart. Estratos do tempo – estudos sobre História. Tradução Markus Hediger. Rio de Janeiro: Contraponto: Editora PUC Rio, 2014.

KOSELLECK, Reinhart. Futuro Passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Tradução Wilma Patrícia Maas, Carlos Almeida Pereira; revisão César Benjamin. Rio de Janeiro: Contraponto, 2006.

KOSELLECK, Reinhart. Uma História dos Conceitos: problemas teóricos e práticos. Estudos Históricos, v. 5, n. 10, p. 134-146, 1992.

LEÃO XIII, Papa. Incrustabili Dei Consilio Lettera Enciclica di Sua Santità Leone PP. XIII. Disponível em: https://www.vatican.va/content/leo-xiii/it/encyclicals/documents/hf_lxiii_enc_21041878_inscrutabili-dei-consilio.html. Acesso em: 3 jan. 23.

MARIN, Jérri Roberto. O desenvolvimento da imprensa católica no Brasil. In: FONSECA, André Dioney; MARIN, Jérri Roberto. História, imprensa e religião. Curitiba: Appris, 2020, p. 17-60.

MORAES SILVA, Antonio de. Diccionario da lingua portugueza - recompilado dos vocabularios impressos ate agora, e nesta segunda edição novamente emendado e muito acrescentado. Lisboa: Typographia Lacerdina, 1789, pp. 401-402. Disponível em: http://dicionarios.bbm.usp.br/pt-br/dicionario/edicao/2. Acesso em: 16 jan. 26.

MOREL, Marco; BARROS, Mariana Monteiro de. Palavra, imagem e poder: o surgimento da imprensa no Brasil do século XIX. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.

O APÓSTOLO. Periodico religioso, moral e doutrinario, consagrado aos interesses da Religião e da Sociedade (1866-1901). Disponível em: https://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=343951&pesq=. Acesso em: 22 jun. 2024.

ORTEGA, Any; SILVA, Stanley Plácido da Rosa (org.). Dicionário de conceitos políticos. São Paulo: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, 2020.

PASQUINO, Gianfranco. Revolução. In: BOBBIO, Norberto; MATTEUCCI, Nicola; PASQUINO, Gianfranco (org.). Dicionário de política. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1998, p. 1.121-1.131.

PASTORAL COLETIVA, Rio de Janeiro, Typ. Montenegro, 1890. In: MOOG, Ana Maria (org.). A Igreja na República. Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 1981. p. 17-58.

PIERUCCI, Antônio Flávio. Secularização em Max Weber: da contemporânea serventia de voltarmos a acessar aquele velho sentido. Revista Brasileira de Ciências Sociais, [s. l.], v. 13, n. 37, São Paulo, 1998.

PIMENTA, João Paulo Garrido; FANNI, Rafael. Revolução no Brasil, séculos XVIII a XXI: a história de um conceito, um conceito na história. Revista de História, [s. l.], n. 178, p. 1-25, 2019.

PIO IX, Papa. Allocuzione Multiplices Inter del Sommo Pontefice Pio IX. Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, 1865. Disponível em: https://www.vatican.va/content/piusix/it/documents/allocutio-multiplices-inter-25-septembris-1865.html. Acesso em: 17 abr. 23.

PIO IX, Papa. Enciclica Quanta Cura del Sommo Pontefice Pio IX. Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, 1864. Disponível em: http://www.vatican.va/content/pius-ix/it/documents/encyclicaquanta-cura-8-decembris-1864.html. Acesso em: 27 jun. 24.

PIO IX, Papa. Breve Cum Catholica Ecclesia del Sommo Pontefice Pio IX. Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, 1860. Disponível em: https://www.vatican.va/content/piusix/it/documents/breve-cum-catholica-ecclesia-26-marzo-1860.html. Acesso em: 18 mar. 23.

PRODI, P. Prodi. Il paradigma tridentino, un’epoca della storia della Chiesa. Brescia: Morcelliana, 2010.

RANQUETAT JÚNIOR, Cesar Alberto. Laicidade à brasileira: estudo sobre a controvérsia em torno da presença de símbolos religiosos em espaços públicos. Jundiaí: Paco Editorial, 2016.

RAMÓN SOLANS, Francisco Javier. Más allá de los Andes: los orígenes ultramontanos de una Iglesia latino-americana (1851-1910). Bilbao: Universidad del Pais Basco, 2020.RIBEIRO, João Pedro Gava. Revolução: uma revisão conceitual. Revista Eletrônica de Investigação Filosófica, Científica e Tecnológica, [s. l.], ano VI, v. VI, n. XX, p. 307-323, 2020.

SANTIROCCHI, Ítalo Domingos. “Olhar para o futuro com os pés na tradição”. O padroado no Brasil Imperial. In: DI STEFANO, Roberto; SILVA, Ana Rosa Cloclet da (org.). Catolicismos en perspectiva histórica. Santa Rosa: IEHSOLP Ediciones, 2020. p. 55-82.

SANTIROCCHI, Ítalo Domingos. Uma questão de revisão de conceitos: Romanização-Ultramontanismo-Reforma. Temporalidades, [s. l.], v. 2, n. 2, p. 24-33, 2010.

SANTOS JUNIOR, Jaime Fernando dos. A emergência do “moderno” conceito de revolução. História da Historiografia, [s. l.], n. 26, 2018, p. 122-147.

SILVA, Ana Rosa Cloclet da. O conceito de civilização na confluência do político e do religioso: uma análise de semântica histórica. Paralellus, [s. l.], v. 13, n. 32, p. 9-27, 2022.

SILVA, Ana Rosa Cloclet da. Periodismo ultramontano y la transnacionalización del catolicismo decimonónico desde Brasil. Debates de Redhisel, [s. l.], v. 3, p. 59-82, 2021.

SILVA, Ana Rosa Cloclet da. Imprensa católica e identidade ultramontana no Brasil do século XIX: uma análise a partir do jornal O Apóstolo. Horizonte, v.18, pp. 542-569, 2020

SILVA, Ana Rosa Cloclet da; SILVA, Leonardo Henrique de Souza. Anticlericalismo maçom no Brasil da segunda metade do século XIX: o debate entre a “imprensa ímpia” e a imprensa católica. REHMLAC, [s. l.], v. 16, p. 113-134, 2024.

SILVA, Ana Rosa Cloclet da; SANTIROCCHI, Ítalo Domingos. “Dois centros de poder temporal são incompatíveis em um Estado”. O Brasil e a Santa Sé no contexto do constitucionalismo. Historia Constitucional, [s. l.], n. 25, p. 723-752, 2024. Disponível em: http://www.historiaconstitucional.com. Acesso em: 16 jan. 2026.

SILVA, Ana Rosa Cloclet; CARVALHO, Thais da Rocha; CAMPOS, Breno Martins. A liberdade religiosa nas páginas do jornal Imprensa Evangélica (1864-1892). In: LEONEL, João; SILVA, Ivanilson Bezerra da; SOUZA, Silas Luiz de (org.). O jornal 'Imprensa Evangélica' e o protestantismo brasileiro. Votorantim: Linha Fina, 2020. p. 79-100.

SILVA, Ana Rosa Cloclet da; CARVALHO, Thais da Rocha. Ultramontanismo, Maçonaria e Protestantismo no contexto da Questão Religiosa (1872-1875). Estudos de Religião, [s. l.], v. 33, n. 2, p. 27-53, 2019.

SILVA, Ana Rosa Cloclet da. Inventando a Nação. Intelectuais ilustrados e estadistas luso-brasileiros na crise do Antigo Regime português (1750-1822). São Paulo: Hucitec, 2006.

SILVA, Kalina Vanderlei; SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2009.

SILVA, Leonardo Henrique de Souza. A “semântica do mal” na imprensa ultramontana no Brasil da segunda metade do século XIX. 2023. 236 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Religião). Escola de Ciências Humanas, Jurídicas e Sociais, Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, 2023.SILVA, Ricardo Oliveira da. Revolução, história e tempo. História: Debates e Tendências, [s. l.], v. 15, n. 1, p. 251-267, 2015.

STAROBINSKI, Jean. Acción y reacción. Vida y aventuras de una pareja. México: Fonde de Cultura Econômica, 2001.

VALERIO, Raphael Guazzelli. Considerações sobre o conceito de revolução e suas relações com as ideias de tempo e história: em busca de uma noção contemporânea. TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia da Unesp, [s. l.], v. 47, n. 1, p. 1-24, 2023.

Downloads

Publicado

2026-04-22

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

O conceito de revolução no discurso ultramontano no Brasil oitocentista: um estudo de semântica histórica. (2026). Almanack, 40. https://doi.org/10.1590/236-463340ea20812