"Havendo um, devolveria todos"
Los esclavos negros y las constituciones bolivianas como instrumento de relación con el Imperio brasileño
DOI:
https://doi.org/10.1590/2236-463338ed30524Palabras clave:
Esclavitud, Constitución, Bolivia, Imperio de Brasil, Límites territoriales, Relaciones InternacionalesResumen
El artículo aborda cómo las constituciones bolivianas, desde la década de 1830 hasta la de 1860, fueron instrumentalizadas para sus relaciones internacionales con el Imperio de Brasil, especialmente cuando se trataba de esclavos negros. Partimos de la idea de que después de la independencia, los dos países, tarde o temprano, acordarían oficialmente sus límites territoriales, lo que incluía otras cuestiones, como la “extradición”. Esto último fue de importancia central para la política exterior del Imperio durante gran parte del siglo XIX, ya que podía conducir al regreso o compensación de los esclavos que huyeron a otros territorios. Por otro lado, Bolivia, en un momento determinado, estableció en sus leyes que serían libres quienes huyeran a la República, pero no los hombres y mujeres negros que ya se encontraban en su territorio. Con ello, cumpliera o no sus leyes, Bolivia pretendía tener alguna ventaja o reducir su desventaja a la hora de negociar límites con el Imperio brasileño. Por lo tanto, sus constituciones también sirvieron a su política exterior.
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