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<xmp:CreatorTool>2 Procedimentos dedutivos capazes de efetuarem inferências sem recorrerem a dados de fato. In: ABBAGNANO, Nicolla. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2007.  </xmp:CreatorTool>

<dc:format>3 FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: por uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007.  </dc:format>
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<xmpMM:InstanceID>O CÉU E O NADA:  </xmpMM:InstanceID>

<pdf:Producer>DA REALIDADE QUE SÓ EXISTE QUANDO OBSERVAMOS </pdf:Producer>

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<Sect>
<P>Ensayo Fotográfico  </P>

<P>
<Link>https://doi.org/10.24316/prometeica.v0i17.233</Link>
 </P>

<P>O CÉU E O NADA:  </P>

<P>DA REALIDADE QUE SÓ EXISTE QUANDO OBSERVAMOS </P>

<P>THE SKY AND THE NOTHINGNESS:  </P>

<P>ON THE REALITY THAT SOLELY EXISTS WHEN WE LOOK AT IT  </P>

<P>Bruna Queiroga
<Link>1</Link>
 </P>

<Footnote>
<P>1 Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. </P>

<P>2 Procedimentos dedutivos capazes de efetuarem inferências sem recorrerem a dados de fato. In: ABBAGNANO, Nicolla. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2007.  </P>

<P>3 FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: por uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007.  </P>
</Footnote>

<P>(Escola de Comunicações e Artes - Universidade de São Paulo) </P>

<P>baqueiroga@yahoo.com.br  </P>

<P>Recibido: 05/05/2018 Aprobado: 10/06/2018 </P>

<P>MEMORIAL DESCRITIVO </P>

<P>Este ensaio fotográfico foi motivado por alguns assuntos surgidos a partir de pesquisas no campo teórico da filosofia e da comunicação e, também, da prática de experiências óticas. Imagem, imaginação, tempo, espaço e vazio são alguns temas muito estudados nessas áreas do conhecimento. A partir desse aporte teórico, investigamos uma técnica fotográfica contemporânea que pudesse contribuir com a discussão proposta pela temática do número especial de Prometeica – Imagem e Conhecimento. </P>

<P>Foi observando o céu que o ser humano, desde as civilizações mais antigas, iniciou a busca por conhecimento de sua própria história. Olhando para o vazio do Universo e para a movimentação das estrelas, o homem deu origem a diversas áreas do conhecimento. O cálculo
<Link>2</Link>
 surge dessa observação. Etimologicamente, tem origem no latim, calculus, pequenas pedras que eram empregadas para fazerem contas. Esse conhecimento teve como consequência imediata imagens e códigos que originaram calendários, mapas e controle da agricultura, além de todo conhecimento voltado para a própria sobrevivência humana. </P>

<P>Vilém Flusser, em “O mundo codificado”
<Link>3</Link>
, aborda “um mundo que se tornou codificado pela imaginação tecnológica” (Flusser, 2007, p.137). A nova imaginação, segundo o autor, “promete-nos vivências, representações, sentimentos, conceitos, valores e decisões”. (Idem, p.177). Outro trecho importante para a produção das imagens deste ensaio é o texto sobre forma e material, em que o autor afirma que vemos a imaterialidade pela forma e a forma é o que faz o imaterial aparecer. Informar é, segundo Flusser (2007), impor formas à matéria. Antes a questão era distinguir as informações verdadeiras, cujas formas eram descobertas, das falsas, aquelas que eram ficções, distinção que perde o sentido quando consideramos as formas como modelos. (Idem, p.31).  </P>

<P>Em “Filosofia da Caixa Preta”
<Link>4</Link>
, Flusser (2002) levanta questionamentos a respeito da automação do gesto fotográfico, mas afirma que a fotografia experimental pode ser uma saída para decodificar uma imagem dentro dessa nova imaginação. </P>

<Footnote>
<P>4 FLUSSER, Vilém. Filosofia da caixa preta. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002. </P>
</Footnote>

<P>Essas duas obras serviram de base para nosso ensaio fotográfico sobre o vazio. Um equipamento substituto a câmera para fotografar o céu, um espaço que foi o início da criação humana segundo diversas mitologias, essas um conhecimento pré-científico. E sob a observação desse mesmo céu a ciência se desenvolveu como a conhecemos hoje. “É bem verdade que Demócrito já o suspeitara, no entanto somente Plank pôde prová-lo: tudo é quantizável. Eis por que os números convêm ao mundo, mas as letras não. O mundo é calculável, mas indescritível.” (Flusser, 2007, p.81). </P>

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