LEITURA LITERÁRIA E ACESSIBILIDADE: a mediação de Lenyra Fraccaroli para práticas inclusivas em bibliotecas públicas
DOI:
https://doi.org/10.34024/olhares.2026.v14.22130Palavras-chave:
Mediação de Leitura, Acessibilidade, Atuação profissionalResumo
Este artigo analisa o direito à leitura literária em contextos inclusivos, tomando como referência a atuação da bibliotecária e educadora Lenyra Camargo Fraccaroli à frente da Biblioteca Infantil Municipal de São Paulo. Parte-se do problema da distância entre a garantia legal de acesso à cultura e sua efetivação nas práticas institucionais. O objetivo consiste em demonstrar de que modo os direitos assegurados pela legislação inclusiva podem ser concretizados em equipamentos culturais, especialmente por meio de práticas de mediação de leitura literária. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, fundamentada em revisão teórico-bibliográfica e análise histórica de fontes secundárias, dialogando com autores da história cultural da leitura, da educação inclusiva e da biblioteconomia. Os resultados indicam que a simples disponibilização de acervos acessíveis não garante o acesso efetivo à leitura, sendo imprescindível a atuação de mediadores qualificados, a diversificação das estratégias de mediação e a constituição de acervos pautados na bibliodiversidade. Conclui-se que a biblioteca pública, quando orientada por princípios inclusivos, pode constituir-se como um espaço de mediação cultural, favorecendo a participação, o pertencimento e a produção de sentidos por sujeitos historicamente excluídos.
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