CURRÍCULO, BRANQUITUDE E SILENCIAMENTOS: A URGÊNCIA DAS PEDAGOGIAS NEGRAS
DOI:
https://doi.org/10.34024/olhares.2026.v14.20929Palavras-chave:
Currículo, Educação antirracista, Pedagogias NegrasResumo
Este artigo teórico-documental propõe uma análise crítica das estruturas curriculares da escola pública brasileira a partir da articulação entre currículo, branquitude e silenciamentos epistêmicos. Parte-se da hipótese de que o currículo escolar, enquanto dispositivo de poder, opera sob a lógica da branquitude, produzindo apagamentos sistemáticos de epistemologias negras e de saberes historicamente construídos pela população afro-brasileira. Com base em autoras e autores negros, na legislação educacional e em documentos oficiais, com destaque para a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o artigo argumenta que a presença negra na escola é frequentemente reduzida a abordagens folclorizadas, periféricas ou superficiais, quando não é simplesmente silenciada. Diante disso, sustenta-se a urgência de pedagogias negras como práticas críticas e emancipatórias, capazes de tensionar o projeto educativo vigente e de reinscrever corpos, histórias e vozes negras como sujeitos do conhecimento. Afrorreferenciar a educação, nesse contexto, constitui não apenas uma escolha pedagógica, mas um compromisso ético e político com a justiça racial e com a transformação da escola pública.
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