AS REIVINDICAÇÕES PELA EDUCAÇÃO FEMININA NO PERIÓDICO ESCRINIO (1898), DE ANDRADINA DE OLIVEIRA
DOI:
https://doi.org/10.34024/olhares.2026.v14.20748Palavras-chave:
Educação feminina, Imprensa e literatura, Andradina de OliveiraResumo
Este artigo tem por objetivo investigar as reivindicações em prol da educação feminina veiculadas no periódico Escrinio (1898), fundado no século XIX por Andradina América Andrade de Oliveira no Rio Grande do Sul. A pesquisa parte dos pressupostos dos estudos literários e feministas, com enfoque nas discussões sobre imprensa feminista oitocentista e escrita de autoria feminina (DUARTE, 2016; 2019; MUZART, 2003; GAUTÉRIO, 2015; BARBOSA, 2007), buscando assim, efetivar um trabalho de resgate no periódico Escrinio, analisar como os textos referentes à esfera educacional eram redigidos e publicados, verificando, dessa maneira, qual era a posição de Andradina de Oliveira nas manifestações em prol do direito à educação feminina. A metodologia empregada consistiu no mapeamento e na análise de fontes primárias, associada à pesquisa bibliográfica de caráter teórico e histórico. Identifica-se que o periódico fundado pela autora gaúcha desempenhou um papel fundamental na articulação de um discurso de emancipação feminina, por meio da promoção da educação, da valorização de produções literárias de mulheres e da celebração de conquistas das mulheres em diferentes contextos. Tais práticas, materializadas através de literatura e imprensa, funcionaram como estratégias de resistência aos padrões normativos de gênero vigentes à época. Conclui-se, portanto, que o periódico não apenas evidencia o engajamento político de Andradina de Oliveira, como também se insere no panorama da imprensa de resistência, contribuindo para a formação de uma consciência crítica entre as leitoras. Ao resgatar esse material, o estudo reforça a importância da imprensa literária como ferramenta de protagonismo feminino no Brasil oitocentista.
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