Atividade física e irisina na neuroproteção do Alzheimer: revisão integrativa
DOI:
https://doi.org/10.34024/rnc.2025.v33.20864Palavras-chave:
atividade f´ísica, irisina, Doença de AlzheimerResumo
Introdução. A Doença de Alzheimer (DA) é uma enfermidade neurodegenerativa caracterizada pelo acúmulo de beta-amiloide (Aβ) e pela hiperfosforilação da proteína tau, resultando em declínio cognitivo progressivo. A irisina, uma miocina derivada da clivagem da proteína FNDC5 durante o exercício físico, tem se mostrado promissora na mitigação dos danos associados à DA devido às suas propriedades neuroprotetoras. Objetivo. Revisar as evidências científicas sobre os impactos da atividade física na expressão da irisina e sua relação com a neuroproteção na DA. Método. Realizou-se uma revisão integrativa nas bases de dados PubMed, BVS e Scielo, analisando estudos que abordassem os efeitos da atividade física, irisina e seus mecanismos neuroprotetores na DA, com critérios de inclusão previamente definidos. Resultados. Após análise de 182 artigos, 18 atenderam aos critérios de inclusão. Os estudos apontaram que a irisina, estimulada pelo exercício físico, reduz o acúmulo de Aβ, diminui a hiperfosforilação da tau e promove a expressão do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF). Além disso, demonstrou efeitos positivos na plasticidade sináptica, neurogênese e redução de marcadores inflamatórios, reforçando seu potencial neuroprotetor. Conclusão. A irisina destaca-se como uma molécula de grande relevância no contexto da DA, com impacto positivo na neuroproteção e nas funções cognitivas. Entretanto, estudos clínicos em humanos são necessários para validar seu uso terapêutico e explorar seu potencial na prevenção e no tratamento da DA.
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Aceito 2025-10-07
Publicado 2025-11-06
