Do sagrado à história: tradução e iluminação profana

  • Olgária Matos

Resumo

Se entendermos a tradução como o ofício de decifrar uma língua que perdeu sua imediatez e se tornou equívoca, podemos contrapor, de um lado, a liberdade poética do tradutor fundamentada na crítica da relação essencialista entre o original e sua tradução, e de outro lado, o problema da imagem do passado cuja reconstituição no presente só é possível enquanto reconhecimento histórico da verdade. Nesse quadro a uma só vez ontológico e historicista, procuramos situar a teoria da história de Walter Benjamin, não apenas mostrando que para Benjamin a tradução é “experiência expressionista”, mas também justificando as razões pelas quais o filósofo afirma que “toda tradução é um modo provisório de dar conta do estranhamento das línguas”.

Publicado
2020-07-08
Edição
Seção
Conferências