EXILIUM Revista de Estudos da Contemporaneidade https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium <p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"><em>Exilium</em> – Revista de Estudos da Contemporaneidade, vinculada à Cátedra Edward Saïd da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo, toma o exílio como um emblema do mundo moderno, e, numa perspectiva que atravessa e ultrapassa fronteiras disciplinares, busca reunir reflexões sobre o mundo contemporâneo e questões do Oriente Médio em todas as suas manifestações.</p> Cátedra Edward Saïd - Unifesp pt-BR EXILIUM Revista de Estudos da Contemporaneidade 2675-6188 <p><span class="ILfuVd"><span class="hgKElc">Os <strong>autores</strong> mantém os <strong>direitos autorais</strong> e concedem à <strong>revista</strong> o <strong>direito de publicação</strong>, sendo o trabalho simultaneamente licenciado sob a </span></span> <a href="https://creativecommons.org/">Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional </a> </p> <p>Os <strong>a</strong><span class="ILfuVd"><span class="hgKElc"><strong>utores</strong></span></span> se responsabilizam pelo teor do texto, considerando que a revista adota as diretrizes éticas do <a href="https://publicationethics.org/">Committee on Publication Ethics</a> (COPE), do <a href="https://cdn.ymaws.com/wera.site-ym.com/resource/resmgr/a_general/aera.pdf">Code of Ethics American Educational Research Association</a> (AERA), do <a href="https://fapesp.br/boaspraticas/FAPESP-Codigo_de_Boas_Praticas_Cientificas_2014.pdf">Código de Boas Práticas Científicas</a> – FAPESP e do <a href="https://www.councilscienceeditors.org/">Council of Science Editors</a> (CSE) em relação a publicação.</p> <p>Em caso de artigo traduzido ou em outros idiomas, entrar em contato com os editores responsáveis para evitar conflitos de política de direitos autorais relativa à publicação do material.</p> A primeira fala ao poder: a Epístola sobre os servidores do califa, de Ibn Almuqaffa https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/12878 <p>Escritor pioneiro nos gêneros literários de prosa árabe artística, Ibn Al-Muqaffa' é um consagrado escritor persa de língua árabe. Apresentamos neste artigo a tradução inédita ao português de seu tratado intitulado a Epístola sobre os servidores do califa, junto à fixação do texto árabe, cuja escrita remonta aos meados do século VIII d.C. A epístola é considerada um documento histórico, na medida em que atesta as condições econômicas, sociais, jurídicas e políticas de sua época. O autor endereça a epístola ao califa e expõe os diversos problemas do califado pertinentes àquele momento histórico, propondo respectivas soluções. Dentre os principais assuntos levantados por Ibn Al-Muqaffa', destacam-se: a discussão sobre a arrecadação do imposto fundiário (.araj) ; questões de direito e autoridade do soberano; e a importância da escolha deliberada de seus servidores. O autor apresenta suas sugestões ao soberano com eloquência, numa linguagem por vezes obscura para o leitor contemporâneo, o que de fato podemos esperar de um texto de mais de 1200 anos, cujas cópias<br />certamente foram deterioradas ao longo dos séculos.</p> Mamede Jarouche Beatriz Gemignani Copyright (c) 2021 Mamede Jarouche, Beatriz Gemignani https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-11-29 2021-11-29 2 1 15 26 10.34024/exilium.v2i1.12878 Epístola sobre os servidores do califa https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/12879 <p>Tradução do árabe ao português de <em>Epístola sobre os servidores do califa, de Ibn Almuqaffa</em> (رسالة [في] الصحابة), por Beatriz Negreiros Gemignani e Mamede Mustafá Jarouche.</p> <p> </p> Beatriz Gemignani Mamede Jarouche Copyright (c) 2021 Beatriz Gemignani, Mamede Jarouche https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-11-29 2021-11-29 2 1 27 49 10.34024/exilium.v2i1.12879 رسالة [في] الصحابة https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/12882 <p> Texto original em árabe editado por Beatriz Negreiros Gemignani e Mamede Jaruche. </p> عبد اللهِ بن المقفَّع Copyright (c) 2021 عبد اللهِ بن المقفَّع https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-11-29 2021-11-29 2 1 51 61 10.34024/exilium.v2i1.12882 O pensamento político no Islã clássico. A sociedade humana como objeto de estudo na Muqaddimah de Ibn Khaldun https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/12881 <p>No século XIV, num momento em que a sociedade islâmica vivia, por diferentes motivos, uma etapa de introspecção, Ibn Khaldun escreveu uma obra profundamente inovadora. Neste artigo, mostraremos como o autor descortina uma interpretação da sociedade humana alicerçada na visão de mundo do Islã, apresentando a dinâmica da transformação social como consequência da luta pelo poder.</p> Beatriz Bissio Copyright (c) 2021 Beatriz Bissio https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-11-29 2021-11-29 2 1 63 82 10.34024/exilium.v2i1.12881 Livros como ferramentas do conhecimento: tradução do sexto capítulo do livro Almucīd fī Adab Almufīd wa Almustafīd, de ‘Abd Albāsit Alᶜalmawī https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/12883 <p>O presente artigo consiste numa tradução do sexto capítulo do livro <em>Almuᶜīd fī Adab Almufīd wa Almustafīd</em> (O assistente da literatura útil e proveitosa), intitulado “Questões sobre o decoro para com os livros, que são a ferramenta do conhecimento, e o que se relaciona a como corrigi-los, consertá-los, armazená-los, trabalhar com eles, comprá-los, emprestá-los, copiá-los e mais”, escrito pelo pregador damasceno ᶜAbd Albāsiṭ Alᶜalmawī (907-981 H./1502-1573 d.C.). Tal capítulo aborda o manejo de livros, tanto do ponto de vista da circulação e da aquisição, como do ponto de vista da elaboração escrita. Para isso, o contexto enfocado é o dos estudos religiosos islâmicos, e toma como exemplo casos pertinentes, sobretudo, ao chamado ᶜilm alḥadīṯ ou “ciência profética”.</p> Pedro Criado Copyright (c) 2021 Pedro Martins Criado https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-11-29 2021-11-29 2 1 83 97 10.34024/exilium.v2i1.12883 Questões sobre o decoro para com os livros, que são a ferramenta do conhecimento, e o que se relaciona a como corrigi-los, consertá-los, armazená-los, trabalhar com eles, comprá-los, emprestá-los, copiá-los e mais https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/12884 <p>Sexto capítulo do livro<em> Almuᶜīd fī Adab Almufīd wa Almustafīd</em> (O assistente da literatura útil e proveitosa), de ᶜAbd Albāsiṭ Alᶜalmawī, traduzido ao português por Pedro Martins Criado.</p> Pedro Criado Copyright (c) 2021 Pedro Martins Criado https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-11-29 2021-11-29 2 1 99 119 10.34024/exilium.v2i1.12884 Uma breve história das traduções árabes do Tetrabiblos de Ptolomeu https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/12885 <p>Este artigo apresenta as primeiras traduções da obra astrológica de Ptolomeu, o <em>Tetrabiblos</em>, que foi traduzido num dos maiores episódios tradutórios da história, o movimento de tradução ocorrido nos séculos VIII-X em Bagdá. O objetivo aqui é explicitar o papel da tradução na circulação das ciências, e o caráter de constructo histórico de obras tão antigas. Não se trata apenas de um texto escrito por Ptolomeu, trata-se de uma comunidade textual composta por todas as escritas e reescritas nas mais diversas línguas e culturas, ou seja, o <em>Tetrabiblos</em>, que, como qualquer texto, cresce a cada leitura. É importante trazer para a tradução científica as questões debatidas em relação à tradução literária, afinal, apesar de suas especificidades, passa pelos mesmos processos linguísticos e retóricos que qualquer outra atividade humana. Por fim, e não menos importante, nunca é demais lembrar as raízes árabes da ciência ocidental.</p> Cristina Machado Copyright (c) 2021 Cristina de Amorim Machado https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-11-29 2021-11-29 2 1 121 148 10.34024/exilium.v2i1.12885 Orientalismo e depois: o impacto sobre a teoria feminista na Índia https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/12886 <p>No presente ensaio a autora aborda a introdução e impacto do pensamento de Edward Said no cenário de emergência dos estudos feministas modernos na Índia. A crítica ao orientalismo aparece como vetor da reorganização dos estudos de gênero e da crítica literária naquele país, os quais até então profundamente influenciados por ideologias colonialistas e agendas nacionalistas.</p> Tejaswini Niranjana Leandra Yunis Copyright (c) 2021 Leandra Yunis; Tejaswini Niranjana https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-11-29 2021-11-29 2 1 149 156 10.34024/exilium.v2i1.12886 Libertações na poesia da palestina Fadwa Tuqan https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/11699 <p class="western" style="margin-left: 0cm; line-height: 115%;" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">Este artigo apresenta a poeta palestina Fadwa Tuqan (1917-2003), sua hesitação em se lançar na literatura enquanto mulher criada em uma sociedade conservadora, seus primeiros passos na escrita literária e, posteriormente, a transformação de sua poesia. Proibida pela família de frequentar a escola e de sair de casa, relata, em sua autobiografia, que encontrou libertação a tal cerceamento no estudo e na escrita da poesia. Quando começou a interagir com outras poéticas, sobretudo a obra da iraquiana Názik Almalaika, que propunha uma reflexão sobre novas formas que rompessem com o modelo tradicional da literatura árabe, encontrou uma forma literária encorajadora para escrever sua própria poesia. Somam-se a essas mudanças as transformações temáticas, motivadas pelos acontecimentos que mudaram os rumos da história palestina, notadamente a criação do Estado de Israel, em 1948, e a Guerra de 1967. O artigo mostra que a inovação literária foi libertadora e abriu caminho para que as mulheres se inserissem na literatura, afastando-se das formas do discurso tradicional valorizadas na história da literatura árabe até inícios do século XX.</span></span></span></p> Maria Carolina Gonçalves Michel Sleiman Copyright (c) 2021 Maria Carolina Gonçalves, Michel Sleiman https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-11-29 2021-11-29 2 1 159 180 10.34024/exilium.v2i1.11699 O Mito da Fronteira e a imaginação do Outro: Os Estados Unidos e a representação dos conflitos no Oeste Americano, no Oriente Médio e no Futuro Espacial https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/12903 <p>Para o imaginário estadunidense, a "Fronteira" (Frontier) foi o espaço quase mítico em disputa no Oeste, no qual o Progresso foi entendido como uma luz que chegava à escuridão da wilderness, renovando-a através do combate ao mundo selvagem e seus habitantes. O herói do Oeste Americano foi, de diferentes formas, representado como alguém que não só matava indígenas, símbolos e adversários pertencentes ao mundo selvagem, mas também os "fora-da-lei" que desafiavam as leis da civilização. A literatura dos séculos XVII ao XIX indicou muitas vezes a violência como uma batalha entre o sagrado e o profano, e a ocupação do Oeste como um modo de levar a palavra divina, e regenerar o espírito e a pureza racial. No decorrer do século XX e XXI, o gênero dos Westerns, também em filmes, e em games, deu continuidade a esse processo e tematizou o papel ideológico e simbólico da violência como prática regenerativa da ordem social. Diferentes narrativas alegorizaram o papel dos Estados Unidos nas disputas internas e globais e valorizaram o homem armado como herói que resolveria tais conflitos. Os desdobramentos do Mito da Fronteira podem ser um prisma para entender também o conflito com o Outro no Oriente Médio, assim como os paradigmas de uma utopia espacial.</p> Robson Bello Copyright (c) 2021 Robson Scarassati Bello https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-11-29 2021-11-29 2 1 181 209 10.34024/exilium.v2i1.12903 Cidadãos excepcionais: religião, genocídio e terras nos Estados Unidos e em Israel / Palestina https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/12904 <p>Este ensaio aborda o paralelo histórico entre o genocídio dos indígenas norte-americanos, que caracterizaram a expansão para o Oeste na formação da nação estadunindense, e o genocídio do povo palestino, sob a política expansionista e militarista do Estado de Israel. O autor sublinha o paralelo entre as narrativas religiosas excepcionalistas (do “povo escolhido”) que servem de suporte ideológico para legitimar o processo violento pelo qual se estabelecem os regimes “democráticos” em ambos os casos, nos quais a dominação se codifica em códigos legais de políticas fundiárias expropriadoras e no estabelecimento de um estatuto excepcional para os cidadãos de uma nação (colonizada) dentro da outra (colonizadora).</p> Eric Cheyfitz Leandra Yunis Copyright (c) 2021 Eric Cheyfitz https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-11-29 2021-11-29 2 1 211 226 10.34024/exilium.v2i1.12904 Franco-atiradores na cozinha: a teoria do Estado e o ciclo de esquerda na América Latina https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/12905 <p>Em meio à turbulência política em curso na América Latina, o artigo mobiliza os recursos da teoria do Estado, de Gramsci a Poulantzas, para fornecer uma análise crítica comparativa do ciclo de governos de esquerda na Venezuela, Bolívia, Equador, Argentina e Brasil.</p> <p>Tradução de Maria das Graças (Universidade de São Paulo)</p> Juan Carlos Monedero Maria Graças Copyright (c) 2021 Maria das Graças; Juan Carlos Monedero https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-11-29 2021-11-29 2 1 227 262 10.34024/exilium.v2i1.12905 O Zeitgeist Populista https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/12906 <p>Desde a década de 1980, o surgimento dos chamados “partidos populistas” deu origem a milhares de livros, artigos, colunas e editoriais. Este artigo tem como objetivo fazer uma tripla contribuição para o debate atual sobre o populismo nas democracias liberais. Em primeiro lugar, é apresentada uma definição nova e clara de populismo. Em segundo lugar, a tese da patologia normal é rejeitada; em vez disso, argumenta-se que hoje o discurso populista se tornou a corrente principal na política das democracias ocidentais. Na verdade, pode-se até falar de um Zeitgeist populista. Terceiro, argumenta-se que as explicações e reações ao atual Zeitgeist populista são seriamente falhas e podem, na verdade, fortalecê-lo em vez de enfraquecê-lo.</p> Cas Mudde Javier Amadeo Guilherme Paula Copyright (c) 2021 Cas Mudde; Javier Amadeo, Guilherme de Paula https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-11-29 2021-11-29 2 1 263 298 10.34024/exilium.v2i1.12906 A teoria política do populismo https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/12908 <p>Populismo é o nome de um fenômeno global cuja precariedade de definição é proverbial. Ele resiste a generalizações e torna os estudiosos da política comparativistas por necessidade, já que sua linguagem e conteúdo estão imbuídos da cultura política da sociedade em que surge. Um rico corpo de análises sócio-históricas nos permite situar o populismo dentro do fenômeno global denominado democracia, já que seu núcleo ideológico é nutrido pelas duas entidades principais – a nação e o povo – que concretizaram a soberania popular na era de democratização. O populismo consiste na transmutação dos princípios democráticos da maioria e do povo de uma forma que visa celebrar um subconjunto do povo em oposição a outro, por meio de um líder que o incorpora e uma audiência que o legitima. Isso pode fazer o populismo colidir com a democracia constitucional, mesmo que seus princípios fundamentais estejam inseridos no universo democrático de significados e linguagem. Neste artigo, ilustro o caráter contextual do populismo e como suas aparências cíclicas refletem as formas do governo representativo. Eu reviso as principais interpretações contemporâneas do conceito e argumento que existe certo acordo básico na atualidade sobre o caráter retórico do populismo e sua estratégia para alcançar o poder em sociedades democráticas. Por fim, esboço as principais características do populismo no poder e explico como ele tende a transformar os fundamentos da democracia: o povo e a maioria, as eleições e a representação.</p> Nadia Urbinati Guilherme Paula Javier Amadeo Copyright (c) 2021 Nadia Urbinati; Guilherme Tadeu de Paula, Javier Amadeo https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-11-29 2021-11-29 2 1 299 334 10.34024/exilium.v2i1.12908 Verdade, confiança e manipulação da impressão na legitimidade democrática https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/12909 <p>Na história intelectual do Ocidente a democracia foi vista em geral com medo ou com desprezo. Com o passar do tempo, os países da Europa foram, com distintos ritmos, aceitando a democracia como a melhor forma de institucionalizar a representação do povo nas instituições estatais e de organizá-las para assegurar a deliberação e escolha política de seus cidadãos. No entanto este processo foi difícil e não isento de problemas de complexa resolução. O presente artigo analisa este processo de consolidação da democracia representativa nas sociedades contemporâneas com especial ênfase em três conceitos centrais: verdade, confiança e manipulação da impressão.</p> John Dunn Eduardo Seincman Alessandra Martins Copyright (c) 2021 John Dunn; Eduardo Seincman, Alessandra Affortunati Martins https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-11-29 2021-11-29 2 1 335 363 10.34024/exilium.v2i1.12909 A Saga do populismo: momentos da história de um conceito https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/11434 <p>Esse artigo tem como objetivo discutir o populismo em uma dimensão histórica e conceitual. Para tanto, a proposta é dividida em duas partes. Primeiramente, percorremos a história do conceito, começando no século XIX quando populismo era uma característica de definição para movimentos na Rússia e nos Estados Unidos, atravessamos o século XX dando especial atenção às experiências populistas na América Latina e terminando no século XXI, quando o tema se torna um assunto fundamentalmente relevante nos estudos da Teoria Política em uma perspectiva abrangente e global. Na segunda parte do artigo, apresentaremos as três mais importantes linhas teóricas dedicadas a estudar o populismo: aquela que pensa o populismo como uma estratégia de poder pessoal, a abordagem ideacional e a que trata o populismo como uma lógica discursiva.</p> Javier Amadeo Guilherme Paula Copyright (c) 2021 Javier Amadeo, Guilherme Paula https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-11-29 2021-11-29 2 1 365 402 10.34024/exilium.v2i1.11434 Institucional https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/12860 Revista Exilium Copyright (c) 2021 Revista Exilium https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-11-29 2021-11-29 2 1 4 4 Sobre a Revista https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/12861 Equipe Editorial Copyright (c) 2021 Equipe Editorial https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-11-29 2021-11-29 2 1 7 8 About the Journal https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/12862 Olgária Matos Copyright (c) 2021 Olgária Matos https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-11-29 2021-11-29 2 1 9 10