https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/issue/feed EXILIUM Revista de Estudos da Contemporaneidade 2022-04-25T15:20:04+00:00 Olgária Matos exilium@unifesp.br Open Journal Systems <p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"><em>Exilium</em> – Revista de Estudos da Contemporaneidade, vinculada à Cátedra Edward Saïd da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo, toma o exílio como um emblema do mundo moderno, e, numa perspectiva que atravessa e ultrapassa fronteiras disciplinares, busca reunir reflexões sobre o mundo contemporâneo e questões do Oriente Médio em todas as suas manifestações.</p> <p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"> </p> <p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify">ISSN: 2675-6188</p> https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/13738 Institucional 2022-04-20T02:32:58+00:00 Revista Exilium exilium@unifesp.br 2022-04-25T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Exilium https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/13739 Sobre a Revista 2022-04-20T02:38:47+00:00 Olgária Matos exilium@unifesp.br 2022-04-25T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Olgária Matos https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/13753 About the Journal 2022-04-20T02:53:02+00:00 Olgária Matos exilium@unifesp.br 2022-04-25T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Olgária Matos https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/13363 Ideias em fluxo: imaginação política e intelectual na Présence Africaine (1950-1960) 2022-01-15T15:25:32+00:00 Raissa Brescia dos Reis rah.brescia@gmail.com <p>Neste artigo, pretende-se investigar, tendo como ponto de partida artigos, dossiês e editoriais da <em>Présence Africaine</em> do final da década de 1950 e do início dos anos de 1960, um fluxo de ideias políticas que foi central para o debate intelectual e político no continente africano e em outras regiões do planeta. Como veículo da imaginação dos futuros Estados africanos e também de sua inserção em projetos políticos coletivos, pan-africanos certamente, mas ao mesmo tempo terceiro-mundistas, a <em>Présence Africaine</em> é aqui considerada fonte privilegiada para compreender agendas e movimentos de solidariedade internacionais que visaram ao rompimento de lógicas imperiais e assimétricas do poder. Seguindo alguns sentidos deste imbricado fluxo, que se distribuem ao longo do espaço e também do tempo, o objetivo é duplo: compreender a projeção de futuros possíveis e conectados e entendê-los como ideias e conceitos políticos vividos no século XX que procuraram fomentar novos eixos de protagonismo político e epistemológico.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> 2022-04-25T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Raissa Brescia dos Reis https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/13359 Africanos e outsiders: Intelectualidade, diáspora e a independência da Costa do Ouro 2022-01-17T18:48:03+00:00 Pablo de Oliveira de Mattos pablodeoliveirademattos@gmail.com <p>Este artigo analisa a atuação de George Padmore diante do processo de independência da Costa do Ouro, em contraponto a obras de outros intelectuais que participaram e escreveram sobre o mesmo processo. George Padmore, Richard Wright e Peter Abrahams, aqui são tratados como africanos e <em>outsiders</em>, independente de seus locais de origem e nascimento. Neste sentido, propõe-se uma reflexão sobre o exílio e a Diáspora Negra, colocando em evidência as tensões entre as identidades negras desta intelectualidade na busca por caminhos políticos. As narrativas construídas por estes intelectuais permitem reavaliar a noção de hibridez, de maneira que a História Intelectual do continente africano seja cotejada e analisada sob a perspectiva transnacional, com a devida complexidade que a Diáspora Negra e as lutas anticoloniais impõem.</p> 2022-04-25T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 pablo de oliveira de mattos https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/13755 Literatura e Exílio: Diálogos entre Ciências Humanas e Literatura 2022-04-20T03:07:15+00:00 Os autores maurovai@terra.com.br 2022-04-25T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Os autores https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/13142 Mundos em contraponto: exílio e memória em Edward Said 2021-12-15T20:54:03+00:00 Alessandra El Far alessandraelfar@gmail.com <p>Este artigo procura explorar o diálogo entre dois textos de Edward Said: o artigo&nbsp;<em>Reflexões sobre o exílio</em>, publicado em 1984 na revista inglesa Granta, e suas memórias, escritas entre 1994 e 1999, que receberam por título a expressão em inglês&nbsp;<em>Out of place</em>. Se, em suas memórias, Said repetidas vezes faz referência sobre o sentimento de deslocamento que o acompanhou por toda a vida, em razão de ter nascido em Jerusalém e crescido no Egito, onde também recebeu educação ocidental; em&nbsp;<em>Reflexões sobre o exílio</em>, Said aponta na experiência do exílio a possibilidade de sobrepor mundos, como alude o conceito contrapontística, na teoria musical, conferindo ao sujeito deslocado, apartado de sua terra natal, a justaposição de diferentes perspectivas culturais, algo capaz de reduzir essencialismos e ampliar a “originalidade da visão”. Este artigo procurará analisar igualmente as memórias de Edward Said como um lugar de fala e, nesse sentido, como uma narrativa que ao lançar luz às experiências coloniais vividas por ele desde a infância acaba por estabelecer fortes vínculos com sua própria obra intelectual.</p> 2022-04-25T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Alessandra El Far https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/13073 Raymond Williams e o paradoxo do exílio em 1984 2021-12-12T19:18:59+00:00 Alexandro Henrique Paixão ahpaixao@unicamp.br <p>Este artigo é um estudo analítico, por meio do método da explicação de texto, dos escritos de Williams e do romance de Orwell, considerando que ambos abrigam o tema do exílio e autoexílio. O último capítulo de <em>Cultura e Sociedade</em>, de Raymond Williams, é dedicado a Georg Orwell e a sua obra literária, dentre elas <em>1984</em>. Ali, Williams reconhece no escritor inglês o “paradoxo do exílio”, algo que se pretende debater. Para tanto, relê-se o romance britânico e o referido capítulo de Williams, além de outro capítulo de sua autoria, intitulado “Indivíduos e Sociedades”, do livro <em>The Long Revolution</em>, em que exílio e autoexílio são conceituados e debatidos. Conclui-se que os três personagens observados — Orwell, Williams e Winston (protagonista de <em>1984</em>) — constituem-se como figuras que viveram, de modos distintos, o exílio e o autoexílio.&nbsp; &nbsp;</p> 2022-04-25T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Alexandro Henrique Paixão https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/13133 O privilégio duvidoso das apátridas 2021-12-14T12:48:19+00:00 Patrícia da Silva Santos patricia215@gmail.com <p>O artigo apresenta uma reflexão sobre a literatura de exílio de língua alemã, tendo como fonte primária obras redigidas por escritoras que se refugiaram na América Latina devido a perseguições pelo regime nacional-socialista. Proponho introduzir algumas discussões acerca dessas obras, sublinhando três dimensões: 1) a possibilidade de ler essa produção sob a perspectiva dos estudos de gênero; 2) as peculiaridades da literatura de exílio e da exposição literária apátrida, com destaque para temas como encontro cultural, trânsito linguístico e de identidade; 3) as relações entre essas produções e a Shoah a partir do “teor testemunhal” que comportam. Empiricamente, a reflexão se pauta nas obras das seguintes escritoras de língua alemã: Hilde Domin, exilada na República Dominicana; Paula Ludwig e Marthe Brill, no Brasil; Lilo Linke, no Equador; Lenka Reinerová e Alice Rühle-Gerstel, no México.</p> 2022-04-25T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Patrícia da Silva Santos https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/13254 “Tudo aqui é um exílio”: violência colonial, desterros, testemunhos e sobrevivências 2022-01-03T22:28:43+00:00 Fabiana Alves Jardim fajardim@usp.br <p>O artigo busca pensar com a literatura afro-americana, notadamente brasileira e estadunidense, analisando como mobilizam eventos críticos como o desterro de África, a travessia atlântica e a escravidão nas Américas, em um gesto que se endereça tanto ao presente – a partir da nomeação de como o dispositivo racial produz a experiência negra como impossibilidade de sentir-se em casa (nas relações cotidianas e na experiência de cidadania) –, como ao passado e ao futuro, ao afirmar as vidas perdidas em tais catástrofes como passíveis de luto, uma estratégia de cuidado fundamental que, a despeito de seus limites, pode ser entendida como reinscrição dos mortos e de si em uma teia de relações vivas; trata-se de gesto que assume distintas formas, dentre elas o uso da palavra e a habitação das línguas (ainda que a dos colonizadores).</p> 2022-04-25T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Fabiana Augusta Alves Jardim https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/12910 Imagens de exílio na obra de Albert Camus 2021-10-31T19:29:15+00:00 Rita Paiva paiva.rcs@gmail.com <p>Ao apontar para a pluralidade de imagens de exílio na obra camusiana, este texto procura refletir sobre duas delas. Primeiramente, aborda a imagem de um exílio ontológico, cuja marca chancela o humano e define essa condição; em seguida, busca&nbsp; problematizar&nbsp; o fato de que&nbsp; a recusa ou a dificuldade para assumir esta realidade, que se impõe a todo ser consciente, opera uma imagem outra de exílio, agora&nbsp; resultante&nbsp; de deliberações humanas. Este movimento&nbsp; instaura a incapacidade de compreender que o exílio que nos é constitutivo, o ontológico,&nbsp; a um só tempo nos separa&nbsp; do mundo e define nossa pertença ao cosmos.</p> 2022-04-25T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Rita Paiva https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/13154 Notas acerca do exílio natural em Álvaro de Campos 2021-12-20T17:17:38+00:00 Mauro Rovai maurovai@terra.com.br <p>O objetivo deste texto é tentar compreender a noção de <em>exílio</em> presente nos versos do livro&nbsp;<em>Vida e obras do Engenheiro&nbsp;(1990)</em> de Álvaro de Campos. O uso da palavra <em>exílio</em> pelo poeta está mais próximo da ideia de uma <em>alma errante</em> (como diz Teresa Rita Lopes) do que da noção comum de exílio - entendida como aquele que está afastado do lugar de pertença.&nbsp; Considerando isto, estudaremos a forma como o poeta articula as imagens evocadas por este tipo particular de exílio, que aparece sob a capa de <em>exílio natural</em> (num poema escrito em 06/01/1930) e depois exploraremos uma série de outros termos que ecoam ao longo do livro, como por exemplo <em>abandono, exclusão, turista, estrangeiro, estranho, esquecer </em>e<em> lembrar</em>. Embora o foco da análise seja o livro acima mencionado, faremos também uso de outros poemas e notas do Álvaro de Campos e passagens da obra de Fernando Pessoa. A ideia é estabelecer possíveis ligações entre sociologia e literatura, utilizando a discussão dos escritos do poeta como principal abordagem metodológica.</p> 2022-04-25T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 MAURO ROVAI https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/13310 No alvorecer, a partida: a complexidade do exílio em “Bem longe de Marienbad”, de Caio Fernando Abreu 2022-01-04T19:21:59+00:00 Ana Lúcia Teixeira alu.fteixeira@gmail.com <p>O tema da condição estrangeira atravessa os 4 textos coligidos na obra <em>Estranhos estrangeiros</em>, de Caio Fernando Abreu. Dentre eles, o conto “Bem longe de Marienbad” será recuperado a partir da construção do personagem-narrador cuja interação com a ausência/presença de outra personagem, K, opera como motor de uma busca amorosa em princípio fracassada que pode ser lida também como uma espécie de extração das próprias raízes, de adoção do exílio como estado voluntariamente permanente. A perspectiva do exílio, assim, se entrelaça à toda narrativa e será tomada a partir de uma sugestiva sinonímia com a dificuldade de leitura dos vestígios da presença provocadora da pessoa amada. Por outro lado, a narrativa permite também tomar a condição de exílio não apenas em sua dimensão negativa e opressiva, mas destaca o espaço de liberdade que ela resguarda. A travessia do conto, portanto, permitirá uma tomada do exílio tanto como subtração das possibilidades de leitura do mundo por parte de quem se vê em condição de desterro quanto como espaço de liberdade para construção da própria experiência.</p> 2022-04-25T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Ana Lúcia Teixeira https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/12965 O monismo ontológico de Luís Augusto Fischer em Duas formações, uma história: das ideias fora do lugar ao perspectivismo ameríndio 2021-11-22T20:08:47+00:00 Álvaro Faleiros faleiros@usp.br <p>Ensaio crítico a partir da obra&nbsp;<em>Duas formações, uma história: das ideias fora do lugar ao perspectivismo ameríndio,&nbsp;</em>de Luís Augusto Fischer à luz de uma possível poética histórica equivocal.</p> 2022-04-25T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Álvaro Faleiros https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/13745 "Ir adelante sin red", solo 2022-04-20T03:21:19+00:00 Soledad Bianchi soledadbianchilaso@gmail.com 2022-04-25T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Soledad Bianchi