Pelloutier e o agenciamento das origens
DOI:
https://doi.org/10.31669/herodoto.v2i2.301Palavras-chave:
Simon Pelloutier, Absolutismo, século XVIII, Historiografia, “Agenciamento das Origens”.Resumo
Esta pesquisa se comprometeu inicialmente em discutir o processo de representação dos celtas na historiografia anti-absolutista de Simon Pelloutier. Entretanto, as fontes, abordadas metodologicamente pela genealogia, permitiram uma associação epistemológica. Em todas circundavam o tema das origens, ou melhor, todas produziam seu determinado conhecimento histórico com base nas origens. Os conhecimentos históricos e seus comprometimentos sócio-políticos e culturais eram forjados a partir da importância dada às origens nas fontes modernas - numa prática de agenciamento das origens. Este conceito consiste em uma relação epistemológica cultural com o tema das origens presente na historiografia moderna. Ele é pensado, neste estudo, como a identificação de um substrato religioso na noção profunda do sentido de historicidade, que o investe, de modo quase genealógico, com todo o processo de racionalidade erudita.
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